Sebastião, nasceu em Narbonne, na Gália, sendo educado em Milão. Ter-se-á alistado no exército romano em 283 d.C. Chegou a fazer parte da guarda pessoal do imperador Diocleciano. Aproveitando essa posição social, ajudava em segredo os cristãos, que nesse tempo eram perseguidos. Quando Diocleciano soube que também ele era cristão tentou desviá-lo da sua fé, mas este não cedeu e foi condenado e executado durante a perseguição de Maximiano aos cristãos. Foi amarrado nu a uma coluna e cravado com dezenas de flechas de arqueiros de elite da Mauritânia e deixado como morto. Quando os cristãos o foram sepultar verificaram que ainda estava vivo e recolheram-no em segredo. Mas, corajoso como era, acabou por se deixar ver por Diocleciano, que furioso, o mandou para o circo, onde foi martirizado e morto em 20 de Janeiro do ano de 288.Não sabemos bem ao certo desde quando, em Cidadelha de Aguiar, se celebra a devoção a este Santo nem o seu porquê. Mas pensa-se que a Festa de S. Sebastião a 20 de Janeiro tem a ver com o agradecimento ao santo que salvou a aldeia de uma enorme praga de formigas que devastava todos os alimentos. Praga que obrigou os habitantes da altura a mudarem a localização da aldeia e a passarem dificuldades alimentares. Tendo em conta esse facto, todos os anos no dia 20 de Janeiro os habitantes de Cidadelha de Aguiar levam o pão, para que seja benzido durante a missa, símbolo de um bom ano de colheitas. Seguindo-se o leilão de oferendas em honra do Mártir S. Sebastião onde é oferecido o típico fumeiro, a orelheira e outros produtos da Terra. Tendo sido S. Sebastião um Santo e um militar, anualmente os rapazes que vão à inspecção militar organizam também um grande baile em sua honra, para obterem a sua protecção durante o Serviço à Pátria.
Estes rituais ainda hoje se celebram, continuando a realizar-se o baile mesmo não sendo já obrigatório o serviço militar.
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